Obra de Picasso de 1964 é queimada e ‘eternizada’ em certificado digital de autenticidade

Uma obra do artista espanhol Pablo Picasso, datada de 1964, foi queimada por um coletivo de artistas dos Estados Unidos, que no mês passado anunciou a criação do projeto “Burned Picasso” (“Picasso Queimado”).

Na última quinta (15), eles divulgaram a tokenização e destruição do original. “O Picasso Queimado vive para sempre no blockchain”, diz a página do projeto.

A pintura foi transformada em um token não-fungível (NFT) em blockchain, uma espécie de certificado digital de autenticidade, e depois queimada.

A obra “Fumeur V”, de 1964, foi adquirida pelo coletivo em um leilão da Christie’s, em abril, por 105 mil reais. A destruição foi filmada e divulgada nas redes sociais.

“Que ‘queimar’ está relacionado à ‘censura’ ao longo da história, não pode ser negado. Mas ‘queimar’ e ‘censura’ estão meramente correlacionados aqui. Queimar não é necessariamente censurar. Pedimos que você deixe de lado essa relação como uma ambigüidade semântica para entender um tipo diferente de fenômeno que ocorre no espaço do blockchain, onde queimar pode significar mais do que destruição – pode significar destruição criativa”, diz texto do coletivo na plataforma Unique. One, onde o NFT será vendido, que explica as motivações do projeto.

via diariodocentrodomundo

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