III Simpósio de Regência e Interpretação Musical debate “A modernidade em Nepomuceno” com grandes nomes da música de câmara nacional e internacional

Evento chega ao seu quarto e penúltimo encontro na próxima segunda-feira, 16, com expoentes da música orquestral no Brasil e no mundo através de transmissão em live no Facebook e no YouTube da Escola

O pesquisador e professor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Luiz Guilherme Goldberg, e o maestro e arranjador Júlio Medaglia são os próximos convidados do III SIRIM – Simpósio de Regência e Interpretação Musical Alberto Nepomuceno em foco. Eles participam do debate “A modernidade em Nepomuceno” na próxima segunda-feira, 16, às 20h, no Canal do YouTube e no Facebook do Porto Iracema das Artes. A mediação da atividade é da cantora e também pesquisadora Anna Maria Kieffer. O quarto e penúltimo encontro do evento mensal, iniciado em agosto deste ano, exibe mais um vídeo na ocasião, desta vez da “Marcha” da Ópera Abul.

Os convidados da noite somam extensos repertórios e influências de destaque no Brasil e em vários países mundo afora, tendo Guilherme Goldberg desenvolvido pesquisa de doutorado e pós-doutorado, esta em Lisboa (PT), ambas sobre o maestro cearense, recebendo menção honrosa do Prêmio Capes de Teses (2008) pela primeira. Na sequência, Júlio Medaglia, que é um expoente da regência sinfônica, atuando como regente de orquestras brasileiras e europeias prestigiadas, como na Filarmônica de Berlim, e da música nacional popular, sendo um dos fundadores do Tropicalismo, além de possuir uma longa carreira nacional em rádio e TV. Some-se a atuação em pesquisa e os 25 lançamentos de CDs, CDs-livros e DVDs de Anna Maria Kieffer, que também desenvolve docência.  

Mais informações sobre os convidados estão em nosso site.

O III SIRIM ocorre em uma parceria da Escola Porto Iracema das Artes com o Grupo de Pesquisa IRIM – Investigação em Regência e Interpretação Musical (Uece/CNPQ). Todo o evento busca revisitar e divulgar as obras de Alberto Nepomuceno, uma homenagem ao maestro e compositor cearense no centenário de sua morte, como parte da programação especial “Ano Alberto Nepomuceno”.

Todos os encontros estão disponíveis no canal do YouTube do Porto Iracema. O primeiro encontro do Simpósio ocorreu em agosto, com mesa redonda de tema “Modinha e as canções de Nepomuceno”, seguida de “Aspectos da obra instrumental de Alberto Nepomuceno” em setembro. O último discutiu “Alberto Nepomuceno: entre a História e a Ficção”. Pesquisadores e artistas de destaque nacional que se dedicam ao estudo da obra e do legado do maestro integram os debates.

ENCERRAMENTO

O evento será finalizado no dia 14 de dezembro, com a presença do poeta e repentista Geraldo Amâncio, do poeta e cordelista Geraldo de Almeida Nobre e da professora Elba Braga Ramalho na mesa-redonda “Aspectos da Tradição em Nepomuceno e a cantoria nordestina”. A mediação será realizada pelo professor e pesquisador Gilmar de Carvalho. Ao final, acontecerá apresentação do vídeo “A jangada”.

Toda a programação tem curadoria de uma comissão formada pelos músicos e pesquisadores Elba Braga Ramalho, Gilmar de Carvalho, Inez Martins Gonçalves, Anna Maria Kieffer e Marcio Landi. O evento conta, ainda, com a parceria da Universidade Estadual do Ceará e do Curso de Música da UECE.

● III SIRIM – SIMPÓSIO DE REGÊNCIA E INTERPRETAÇÃO MUSICAL “ALBERTO NEPOMUCENO EM FOCO”

16 de novembro – Segunda-feira – 20h
A modernidade em Nepomuceno
Com Luiz Guilherme Goldberg e Júlio Medaglia
Mediação: Anna Maria Kieffer
Apresentação do vídeo “Marcha” da Ópera Abul
Onde: Youtube e Facebook do Porto Iracema das Artes

14 de dezembro – Segunda-feira – 20h
Aspectos da Tradição em Nepomuceno e a Cantoria Nordestina
Com Geraldo Amâncio, Guilherme de Almeida Nobre e Elba Braga Ramalho
Mediação: Gilmar de Carvalho
Apresentação do vídeo “A jangada”
Onde: Youtube e Facebook do Porto Iracema das Artes

Sobre a Escola

O Porto Iracema das Artes é a escola de formação e criação em artes do Governo do Estado do Ceará, ligada à Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, sob gestão do Instituto Dragão do Mar (IDM). Criada em 29 de agosto de 2013, há sete anos desenvolve processos formativos nas áreas de Música, Dança, Artes Visuais, Cinema e Teatro, com a oferta de Cursos Básicos e Técnicos, além de Laboratórios de Criação. Todas as ações oferecidas são gratuitas.

Serviço

O que: III SIRIM debate “A modernidade em Nepocumeno” com grandes nomes da música de câmara nacional e internacional
Quando: segunda-feira, 16, às 20h
Onde acessar: Facebook e canal do YouTube do Porto Iracema das Artes

Álbuns de Belchior ganham as primeiras edições em CD na caixa ‘Paralelas’

Em essência, a obra do cantor e compositor cearense Antonio Carlos Belchior (26 de outubro de 1946 – 30 de abril de 2017) foi sedimentada pelo artista entre 1974 e 1984.

Ao longo desse período, Belchior lançou oito álbuns autorais de estúdio – Belchior (1974), Alucinação (1976), Coração selvagem (1977), Todos os sentidos (1978), Belchior – Era uma vez um homem e seu tempo (1979), Objeto direto (1980), Paraíso (1982) e Cenas do próximo capítulo – 1984 (1984) – que apresentaram o suprassumo de cancioneiro angustiado que sempre pareceu carregar o peso da cabeça do compositor, com destaques para os discos da década de 1970.

Após a segunda metade dos anos 1980, Belchior passou a viver do passado em discos e shows, ainda que tenha apresentado repertório inédito nos álbuns Melodrama (1987), Elogio da loucura (1988) e Bahiuno (1993).

Dois álbuns retrospectivos do cantor, Um show – 10 anos de sucesso (1986) e Trilhas sonoras (1990), ganham as primeiras edições em CD na caixa Paralelas, produzida pelo jornalista e pesquisador musical Renato Vieira para a gravadora Warner Music.

A caixa Paralelas chega ao mercado fonográfico em 4 de dezembro. Vieira, que assina os textos do box, produziu edições remasterizadas por Ricardo Garcia, conceituado engenheiro de som do mercado fonográfico carioca.

Ambos os discos foram lançados originalmente em LP pela gravadora Continental, cujo acervo foi adquirido pela Warner Music em 1993. Embora pareçam discos ao vivo, impressão reforçada pela fotos das capas, os álbuns Um show – 10 anos de sucesso e Trilhas sonoras foram gravados em estúdio – o segundo gravado no estúdio paulistano Gravodisc como se fosse um registro ao vivo de show – e trazem repertórios complementares que compilam quase tudo o que Belchior produziu de melhor na obra fonográfica.

O álbum Um show incorpora, como faixa-bônus, a gravação de Vozes da seca (Luiz Gonzaga e Zé Dantas, 1953) feita por Belchior com Anastácia para álbum da cantora, 30 anos de forró, lançado em 1985. Em contrapartida, o álbum Trilhas sonoras reapresenta a música Beijo molhado (Belchior, 1984) sem a citação incidental da canção italiana Al di là (Carlo Donida e Mogol, 1961), por questões jurídicas.

A caixa Paralelas foi produzida por Renato Vieira nos mesmo moldes da caixa Tudo outra vez, lançada em 2018 com as definitivas edições em CD dos álbuns Belchior (1974), Coração selvagem (1977), Todos os sentidos (1978), Belchior – Era uma vez um homem e seu tempo (1979), Objeto direto (1980) e Paraíso (1982).

♪ Eis os respectivos repertórios revisitados por Belchior nos álbuns Um show – 10 anos de sucesso e Trilhas sonoras :

♪ Álbum Um show – 10 anos de sucesso :

1. Paralelas (1975)

2. Canção de gesta de um trovador eletrônico (1984)

3. Divina comédia humana (1978)

4. Comentário a respeito de John (1979)

5. Velha roupa colorida (1976)

6. Como nossos pais (1976)

7. A palo seco (1973)

8. Galos, noites e quintais (1976)

9. Medo de avião (1979)

10. Vozes da seca (Luiz Gonzaga e Zé Dantas, 1953) – com Anastácia (faixa-bônus)

♪ Álbum Trilhas sonoras :

1. Lira dos vinte anos (Belchior e Francisco Casaverde, 1988)

2. Fotografia 3×4 (1976)

3. Coração selvagem (1977)

4. Alucinação (1976)

5. Tudo outra vez (1979)

6. Apenas um rapaz latino-americano (1976)

7. Balada de Madame Frigidaire (1988)

8. Beijo molhado (1984)

9. Sujeito de sorte (1976)

10. Recitanda (Belchior e Gracco, 1988)

via g1 pop&arte/blog do Mauro Ferreira