Produtor do desenho “Scooby-Doo” confirma que Velma é LGBTQ+

Velma, personagem de Scooby-Doo, é LGBTQ+.O produtor da série animada “Scooby-Doo! Mistérios S/A“, Tony Cervone, confirmou que a personagem Velma faz parte da comunidade LGBTQ+. Cervone é também responsável pela direção do filme “Scoob!“, que teve seu lançamento exclusivo direto no serviço de streaming HBO Max.

Através do Instagram, o produtor compartilhou uma foto das personagens Velma e Marcie com as cores da bandeira LGBTQ+ e os dizeres “PRIDE”. A imagem foi publicada em 29 de junho, um dia depois do dia do Orgulho.

Imediatamente, alguns fãs questionaram o diretor sobre a sexualidade da personagem, alegando que a mesma já havia demonstrado interesse amoroso por Salsicha no início da série. Cervone conta que apesar do fato, Velma não é bissexual, e sim homossexual, e quando ela se relacionou com Salsicha ainda estava no processo de autodescoberta. Ele confirmou ainda que ela e Marcie são um casal.

“Eu já disse isso antes, mas a Velma de Mistérios S.A. não é bi, ela é gay. Nós sempre planejamos a Velma agindo um pouco fora do personagem enquanto ela estava confusa consigo mesmo e tinha dificuldades em entender o porquê disso. Há dicas sobre o porquê naquele episódio com a sereia, e se você seguir todo o arco de Marcie, parece tão claro quanto poderíamos fazer 10 anos atrás. Eu não acho que Marcie e Velma tiveram tempo de agir de acordo com seus sentimentos durante a linha do tempo principal, mas após o reset, elas são um casal”, disse o produtor em resposta a um dos fãs.

O diretor explicou ainda que além do fato de Salsicha dar mais atenção Scoob que à Velma, o relacionamento entre eles também não deu certo justamente devido à orientação sexual da primeira personagem. “Velma estava confusa, o relacionamento com o Salsicha deu errado por causa disso”, completou, em resposta a outro fã.

Netflix estreia “Amor no Espectro”, série que acompanha relacionamentos amorosos de jovens autistas

A Netflix divulgou, nessa terça-feira (7), o seu primeiro trailer de “Amor no Espectro”, série documental produzida pela ABC em 2019 que agora estará disponível na plataforma de streaming a partir do dia 22 de julho. A história abordará relacionamentos amorosos de jovens no espectro do autismo, mostrando como o desafio é ainda maior para eles que para outras pessoas.

“Qual é a coisa mais importante na vida? Muitas pessoas responderiam que o amor. Existe um equívoco comum de que as pessoas no espectro autista não estejam interessadas em relacionamentos ou romance. Pela minha experiência, isso não é verdade”, disse Cian O’Cleary, diretor da série.

O diretor falou ainda sobre a dificuldade que pessoas no espectro têm em enfrentar essa questão, sequer chegando a ter um primeiro encontro.

“Ao fazer séries de televisão sobre deficiência ao longo dos anos, conversei com muitos jovens adultos sobre o espectro do autismo, bem como famílias, treinadores, psicólogos e organizações de autismo. Uma coisa realmente se destacou para mim: tantas pessoas no espectro estavam querendo encontrar amor, mas muitos nunca estiveram em um encontro de suas vidas.Quando você fala com um grande número de pessoas cujo principal desejo na vida é ter um parceiro, e elas nem sequer estiveram em um encontro, algo não está certo”, completou.

“Amor no Espectro” seguirá sete casais dando seus primeiros passos em relacionamentos amorosos. Em cada episódio, será possível observar que todos eles recebem ajuda de suas famílias e de especialistas que fornecem habilidades práticas para negar na experiência confusa que é o namoro moderno.

A Netflix já abordou o assunto na série original “Atypical“, que segue a vida de Sam e como o espectro autista influencia na sua relação com pessoas em diferentes âmbitos, inclusive o amoroso.

via Popeek