A participação de gastos com o setor cultural no total das despesas públicas nos governos federal, estaduais e municipais caiu 0,07 ponto percentual entre 2011 e 2018, passando de 0,28% para 0,21%, segundo o levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgado nesta quinta-feira (5).
A captação de recursos via incentivos fiscais teve queda no período. Em 2011, foi captado R$ 1,325 bilhão para promoção de projetos culturais, sendo R$ 1,225 bilhão via renúncia fiscal (92,5% do total) e R$ 99 milhões (7,5% do total) investidos pelo setor privado. Foi uma redução de aproximadamente 2,3%.
O Sudeste é, disparado, a região com o maior valor de captação. Ela corresponde a 77,3% do valor captado. O Norte foi quem ficou com a menor fatia: 0,9%.
A cultura representa 0,21% das despesas totais, mais de 40 vezes menos do que os gastos com outros setores como saúde (8,5%) e educação (8,6%) feitos pelas três esferas de governo em 2018.
Os gastos públicos no setor cultural aumentaram aproximadamente R$ 7,1 bilhões, em 2011, para R$ 9,1 bilhões, em 2018. O valor representou, no último ano, uma porcentagem menor do que a registrada em 2011.