Baseado em pesquisas de mercado, agência lista algumas profissões que surgirão nos próximos anos
Existem várias instituições estudando quais são as profissões do futuro no Brasil e no mundo. Alguns desses pesquisadores dizem que não é necessário um diploma de ensino superior para várias delas, mas sim as habilidades que o indivíduo desenvolve durante sua vida. Seja como for, mudanças importantes virão por aí e diversas dessas profissões foram apontadas em levantamentos da Robert Half do Brasil (empresa especializada em recrutamento e seleção), do Center for the Future of Work (parte da Cognizant, uma das empresas líderes globais em serviços voltados para negócios e tecnologia) e de O Futuro das Coisas (divulgadora de conteúdos inovadores). O que todas as empresas dedicadas às pesquisas demonstram: é necessário ser cada vez mais humano para cuidar dos seres humanos e desenvolver as máquinas para o mesmo fim.
Conheça algumas das profissões que surgirão e com qual delas se identifica:
Detetive de Dados – Ele pesquisa big data, ou seja, procura saber o que os dados têm a dizer. Para seguir este caminho, é preciso entender de matemática, finanças e data science.
Facilitador de TI – Analisa as tendências digitais e cria plataformas automatizadas para que seus usuários construam os próprios ambientes colaborativos. Para atuar na área, é preciso ter formação em TI, ciências da computação, ciências naturais, administração de empresas, comunicação e liderança.
Walker ou talker – São pessoas que devem passar o tempo com idosos através de plataformas online para escutá-los. É preciso ter mobilidade para visitar esses clientes em suas casas quando necessário.
Gerente de equipe humanos-máquinas – É responsável por desenvolver um sistema de interação para que os seres humanos e as máquinas conversem melhor. Precisa ter formação em psicologia ou neurociência e ciência da computação, engenharia ou recursos humanos. Também é preciso conhecer UI (interface do usuário) e UX (experiência do usuário).
Alfaiate Digital – Fazer com que as peças realmente fiquem bem nas pessoas através de medidas exatas. É preciso conhecimento em moda, design, artes, ter conhecimento comercial e de tecnologia.
Gestor de E-learning – É aquele que vai administrar as ações de ensino na empresa em que atua. Será o responsável para escolher os profissionais que vão integrar a equipe, a plataforma de ensino, definir o conteúdo como também acompanhar e monitorar todas as ações de comunicação, aprendizagem e os resultados.
Consultor em transformação digital – Pessoa que vai repensar todo o negócio de uma empresa e fazer todas as readequações necessárias para que ela continue a existir no futuro. Vai demonstrar como será a mudança de cultura, promover o desenvolvimento de habilidades, avaliar todo o processo e medir o engajamento para que tudo flua bem.
Especialista em Diversidade – A pessoa precisa compreender os fenômenos políticos e sociais em relação à discussão de gênero e diversidade. Para atuar na área é necessário ter formação em ciências sociais, direito, serviço social, pedagogia e psicologia e direcionamentos ao tema em cursos de pós-graduação.
Humanizador de marcas e instituições – É aquele que gera um debate público sobre temas importantes, busca o ativismo corporativo. Humaniza a experiência da marca para clientes e colaboradores, criando um ambiente acolhedor e de bem-estar. É necessário ter formação em psicologia, comunicação, UX e pedagogia; além de gostar de lidar com pessoas.
Especialista em Blockchain – Já é um profissional muito desejado, mas ainda escasso no mercado. Ele vai reinventar serviços e modelos de negócio, facilitando acesso a serviços básicos, como bancos e seguro saúde. Necessários conhecimentos em TI, principalmente, e direcionamento a administração e direito.
Especialista em Simplicidade – O mercado busca pessoas que saibam simplificar processos, operações, serviços e produtos. É necessária capacidade analítica, foco em resolver problemas, conhecimento em Compliance e em design, senso de conexões humanas.
Curador de Memórias Pessoais – Aos fãs de Black Mirror, as experiências que puderam ser assistidas durante o episódio de San Junipero se tornam reais com essa profissão. Com a velhice, as pessoas podem sofrer de doenças degenerativas e chegar a perder a memória. Esse profissional será um curador das lembranças dos idosos e manter aquilo que for agradável e necessário. Através de tecnologias como VR (Realidade Virtual) e AR (Realidade Aumentada), recriar essas memórias. É preciso entender de tecnologia, design e programação.
“O mais importante para todos, sejam aqueles que ainda estão escolhendo o que seguir como profissão ou para profissionais que querem mudar ou sentem que seu futuro está inseguro pelo domínio das máquinas, é estudar. Buscar novas alternativas na área em que atua, readequar suas habilidades para novas funções ou até mesmo ir atrás de algo completamente novo”, aconselha o CEO da Today.