Bienal do Livro do Ceará anuncia novos nomes: escritores e escritoras da África

A Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult) anuncia, com alegria, novos nomes que irão compor a programação da XIII Bienal Internacional do Livro do Ceará que acontece de 16 a 25 de agosto de 2019: destaque para parceria com a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) para a realização do Encontro de Oralidades e escritas em língua portuguesa, que garante a participação de escritores e escritoras de África.  Uma marca forte e presente da diversidade, da multiplicidade de sujeitos, de vozes, olhares e leituras sobre o mundo, as cidades e os livros. No dia de 10 abril, a Secult fez o primeiro anúncio de nomes, seguindo, a cada mês, com novidades e novas apresentações de projetos, programas, espaços.

A Secretaria, em ação conjunta com os coordenadores, está em diálogo com diversos setores da sociedade – mulheres, negros e negras, povos tradicionais, indígenas, afro, ciganos, infância e LGBT, além de diálogos constantes que estão sendo realizados com os Comitês de Expressões Culturais Afro-brasileiras e de Políticas Culturais Indígenas no Ceará. O Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ) e a Rede Cuca, por exemplo, compõem essas parcerias e são territórios da Bienal.

UNILAB

Nesta nova edição, Secult e Unilab repetem o evento, Encontro de Oralidades e Escritas em língua Portuguesa cuja programação, que acontece no Centro de Eventos é levada também ao Maciço de Baturité e à outros espaços de Fortaleza. A curadoria do encontro é da Professora Andrea Muraro. Confiram nomes e apresentações culturais já confirmadas:

Autores(as) confirmados(as) no Encontro de Oralidades e Escritas em língua Portuguesa:

Abdulai Sila
(Guiné-Bissau)

um economista, investigador social e engenheiro eletrônico formado pela Universidade de Dresden, na Alemanha. Abdulai Sila é também uma das mais destacadas vozes da literatura guineense contemporânea e iniciador de uma corrente ficcional original, sendo autor do que é considerado o primeiro romance guineense, Eterna Paixão.

Aldino Muianga
(Maputo, Moçambique)

nasceu no dia 1º de maio de 1950, no bairro da Munhuana, nos arredores da cidade de Maputo, em Moçambique. Começou a escrever desde a adolescência, como colaborador no jornal de parede no liceu que frequentava. Nesse jornal publicou alguns poemas, de uma vasta obra que se perdeu na totalidade. A sua primeira publicação oficial foi o conto A vingança de Macandza, no semanário Tempo, em 1986, sob o pseudônimo Khambira Khambiray.

Andrea Muraro
(Redenção, Brasil)

Doutora em Letras pela Universidade de São Paulo, na área de Estudos Comparados de Literaturas de língua portuguesa (2012), Mestre em Literatura e Crítica literária pela PUC/SP (2006). Licenciada em Letras (Português e Inglês/1995). Entre 2005 e 2008, ministrou cursos de curta duração, em Instituições Privadas de Ensino Superior, para graduação em Letras e Pedagogia, em consonância com as Leis 10.639/03 e 11.645/08, para professores da rede pública e privada. Em 2013, atuou como Professora Doutora Contratada na FFLCH/ USP, ministrando a disciplina Literaturas Africanas de L. Portuguesa II (Moçambique). Redatora de material didático na área de Ciências Humanas, bem como na coordenação de EAD (UNIA/Angola). Linhas de Pesquisa: Literatura e Sociedade; Literatura e História, com ênfase em Literatura, atuando nos seguintes temas: literaturas de língua portuguesa, principalmente literatura angolana.Co-editou a Revista Crioula entre 2009-2010 (Revista eletrônica dos alunos de pós-graduação em Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa, USP). Atualmente, desenvolve pesquisa de pós-doutorado pela Universidade de São Paulo. É professora adjunta das disciplinas Literaturas em Língua Portuguesa, na UNILAB, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Campus Ceará), coordenadora do projeto de extensão: Contracena: Praça de teatro e leituras dramáticas (PIBEAC).

André Telles do Rosário
(Redenção, Brasil)

Professor de Teoria da Literatura no IHL, poeta e escritor. Tem como principais áreas de interesse e pesquisa: poéticas de expressão corporal atual e ancestral; culturas e práticas de publicação alternativa; relações entre literatura e geografia; narrativas de viagem e tradução cultural. Fez pós-doutorado na UFRJ, mestrado e doutorado na UFPE, com estágio de doutorado (sanduíche) na NYU. Para mais informações: http://www.dorosario.com.br

Jo A-mi
(Baturité, Brasil)

é artista visual e professora-pesquisadora do Instituto de Humanidades (Unilab-CE) e do Programa de Pós-Graduação em Artes, da UFC. Trabalha com pesquisas e projetos de extensão nas áreas de Arte Contemporânea e Literaturas contemporâneas de Língua Portuguesa com discussões que passam por Arte Urbana/Cidade/Urbanidade,Gênero/Corpo/Erotismo, Escrita/Escritura/Poética.

Júlio Machado
(Brasil)

é poeta mineiro de Pouso Alegre, e já viveu em muitos lugares em seus quarenta anos. De Paris a Benjamin Constant, no interior do Amazonas, de São Paulo a Belo Horizonte e Salvador, até fixar-se em Niterói no Rio de Janeiro, onde atualmente é professor de Literaturas Africanas na Universidade Federal Fluminense. Formado em Letras, é Mestre e Doutor em Literatura Comparada. Premiado em várias ocasiões, recebeu, entre outros, os prêmios Xerox/Livro Aberto e Nascente (USP/Editora Abril), ambos de poesia. Como dramaturgo, escreveu peças encenadas por trupes teatrais. Em sua obra poética transparece a experiência múltipla como escritor, sempre em um intenso trabalho de depuração criativa.

Mariana Fujisawa
(Brasil, São Paulo)

É artista plástica, escritora, ilustradora de livros e pesquisadora de Literaturas de Angola e Moçambique. É formada em Letras pela Universidade de São Paulo (USP) e fez intercâmbio na Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo, Moçambique, em 2014. Bastante criativa, trabalha com técnicas diferentes para ilustrar cada história que cai em suas mãos: desenha com carvão, pinta com nanquim, fotografa e usa muitas cores. A sua imaginação é solta e rápida, voa longe, aonde só quem consegue sonhar como criança sabe ir.

Rodrigo Ordine Graça
(Redenção, Brasil)

Possui Graduação em Letras pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ-2002) e Mestrado em Letras (Estudos de Literatura) pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio-2005), quando pesquisou intersecções literárias entre Brasil e África, tendo como pano de fundo teorias da pós-colonialidade e processos de construção de identidades. No ano de 2004, frequentou a Brown University (Providence, RI – EUA) como Visiting Researcher Scholar, onde desenvolveu pesquisas ligadas à sua dissertação de Mestrado. Obteve Doutorado em Letras (Estudos de Literatura) pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio-2012), propondo uma reflexão inter-relacional entre literatura, estudos da memória, estudos culturais e construtivismo social. Desde 2012, como professor adjunto da UNILAB (Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira), desenvolve pesquisas nas áreas de estudos de literatura (com ênfase em literaturas africanas e da diáspora), estudos culturais, construtivismo social e teorias da memória e autobiografia. Obteve o Estágio Pós-Doutoral (PNPD-CAPES) pela Universidade do Estado do Mato Grosso (UNEMAT) em 2017.

Ondjaki
(Angola)

Ondjaki nasceu em 5 de julho de 1977 em Luanda, em 1977 e é um escritor angolano. Prosador e poeta, também escreve para cinema e teatro.

Estudou em Luanda onde se licenciou em sociologia, continuando os seus estudos em Lisboa. Fez o doutoramento em estudos africanos em Itália em 2010. Obteve o segundo lugar no prémio António Jacinto realizado em Angola, e publica o primeiro livro, “Actu Sanguíneu”. Foi laureado pelo Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco em 2007, pelo seu livro “Os da Minha Rua”. Recebeu, na Etiópia, o prémio Grinzane por melhor escritor africano de 2008. Em Outubro de 2010 ganhou, no Brasil, o Prêmio Jabuti de Literatura, na categoria Juvenil, com o romance “AvóDezanove” e o “Segredo do Soviético”. O Jabuti é um dos mais importantes prêmios literários brasileiros atribuídos em 21 categorias. Em 2013, recebeu o Prémio Literário José Saramago por seu romance “Os Transparentes”. As suas obras foram traduzidas para diversas línguas, entre elas francês, inglês, alemão, italiano, espanhol e chinês, como por exemplo o livro “A Bicicleta que Tinha Bigodes”. Atualmente, mora no Brasil, no Rio de Janeiro.

Apresentações Culturais confirmadas no Encontro de Oralidades e Escritas em língua Portuguesa:

Banda Cabaçal Palmares
(Brasil, Redenção)

GEPI/Unilab
(Grupo de Estudos com Povos Indígenas)
(Brasil, Redenção)

Grupo Firkidta Di No Kampada
(Vozes d’Africa)

Grupo Vozes D’África
(Brasil, Redenção)

Nixon Araújo
(Fortaleza, Brasil)

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