Quase 10 anos após sua morte repentina, o legado de Michael Jackson volta a ser questionado em um documentário sobre supostos abusos sexuais que causou revolta na família do cantor.
“Leaving Neverland” (Deixando Neverland, em tradução livre) mostra dois homens de cerca de 30 e 40 anos que alegam ter feito amizade com Jackson e ter sido abusados sexualmente por ele a partir dos 7 e 10 anos de idade. O filme será exibido na rede norte-americana HBO em 3 e 4 de março e no britânico Channel 4 em 6 e 7 de março.
A família de Michael atacou o filme, e na semana passada o espólio do intérprete de “Thriller” iniciou uma ação civil contra a HBO argumentando que o documentário violou um acordo de 1992 segundo o qual o canal a cabo não o depreciaria. “Michael Jackson é inocente. Ponto final”, disse o espólio na ação civil.
Mas a HBO disse que exibirá o programa de quatro horas e “dará a todos a oportunidade de avaliar o filme e as alegações nele por si mesmos”.
Após a exibição, a HBO transmitirá uma conversa conduzida por Oprah Winfrey com o diretor e os dois homens diante de uma plateia de sobreviventes de abusos sexuais.