Por acidente, estagiária descobre supercola feita com bagaço de cana

Cola inventada por duas pesquisadoras é feita com látex, bagaço de cana e lignina (Foto: Divulgação/CNPEM)“Gente, está muito difícil tirar essa fórmula dos equipamentos. Eu tento lavar, mas fica tudo grudado nas hélices”. Foi assim que Naima Orra, na época estagiária do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas, descobriu a fórmula de uma cola atóxica feita a partir de bagaço de cana-de-açúcar e materiais descartados por empresas de celulose.

Depois de ouvir o relato de Orra, a pesquisadora do Laboratório Nacional de Nanotecnologia Rubia Figueiredo Gouveia decidiu iniciar uma pesquisa específica para aprimorar o estudo e criar uma nova cola. Um mês depois, as duas chegaram à fórmula final, patenteada no Brasil este ano. A cola sustentável brasileira deve ser registrada no exterior em 2019 sob a autoria das duas pesquisadoras – Naima Orra, hoje, faz mestrado na França.

Além de ter a mesma eficiência de outras colas já comercializadas atualmente, a nova fórmula é feita a partir da simples mistura de três ingredientes: látex, nanocelulose e lignina.

“Uma das vantagens é que esses dois últimos elementos são muitas vezes descartados em larga escala por indústrias de papel e refinarias de cana-de-açúcar. Reaproveitar o que seria descartado é sustentável e ainda deve baratear a produção”, afirmou Rubia Gouveia em entrevista à BBC News Brasil.

A pesquisadora afirma que a cola pode beneficiar uma cadeia de indústrias que usam o produto, como a automobilística, de móveis, construção civil e brinquedos. Dos três materiais usados em sua produção, o látex deve ser o único que ainda continuaria sendo extraído árvores, principalmente de seringueiras.

via g1.com

Vacina contra HIV se mostra promissora em testes com humanos e macacos

Resultado de imagem para vacina hivUma nova vacina contra o HIV apresentou resultados promissores. O tratamento conseguiu fazer com que o sistema imunológico de pessoas vacinadas produzisse respostas contra o HIV, segundo um estudo publicado na revista científica Lancet. Porém, ainda não é possível saber se essas pessoas não seriam contaminadas pelo HIV se tivessem contato com o vírus.

“Os desafios no desenvolvimento de uma vacina contra o HIV não têm precedentes. A capacidade de induzir uma resposta do sistema imunológico contra o HIV não necessariamente significa que a vacina vai proteger humanos contra a infecção”, alerta Dan Barouch, professor de medicina da Escola de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos, e coordenador do estudo.

Em paralelo, foi realizado um estudo com macacos, também com resultados animadores. Os animais foram vacinados contra um vírus semelhante ao HIV, mas que afeta os macacos, e 67% deles ficaram protegidos contra o vírus.

Cerca de 37 milhões de pessoas no mundo vivem com o vírus do HIV. A cada ano, estima-se que mais 1,8 milhão de pessoas sejam infectadas.

Apesar dos avanços no tratamento contra o HIV, ainda não foram descobertas nem a cura nem uma vacina capaz de proteger contra o vírus. Entre os avanços já obtidos está a profilaxia pré-exposição, chamada de Prep, que pode previnir a infecção pelo vírus do HIV, desde que tomada regularmente.

A invenção da vacina tem se mostrado um desafio gigantesco para os cientistas. Um dos motivos é que há muitas variedades de vírus HIV. Tentativas anteriores de criar uma vacina se limitaram a tipos específicos do vírus.

Além disso, outra dificuldade é que o vírus sofre mutações para evitar ser atacado pelo nosso sistema imunológico.

Mas, no caso dessa nova vacina, os cientistas desenvolveram um tratamento a partir de partes de diferentes tipos de vírus do HIV – uma espécie de mosaico.

via BBC Brasil