Demitido da Rede Globo em dezembro, depois de protagonizar um caso de racismo – um vídeo “vazado” na internet o mostrou fazendo piada ofensiva aos negros no intervalo da gravação de um programa –, o jornalista William Waack se defendeu neste domingo (14), em artigo no jornal ‘Folha de S.Paulo’, com o título “Não sou racista, minha obra prova”.
Sem citar a Globo, afirmou que empresas da “mídia tradicional” são permanentemente desafiadas por grupos organizados no interior das redes sociais. “Estes se mobilizam para contestar o papel até então inquestionável dos grupos de comunicação: guardiães dos ‘fatos objetivos’, da ‘verdade dos fatos’ (…). Na verdade, é a credibilidade desses guardiães que está sob crescente suspeita”.
Waack aponta que “a falta de visão estratégica ou covardia, ou ambas” tornam esses grupos “reféns das redes mobilizadas, parte delas alinhada com o que ‘donos’ de outras agendas políticas definem como “correto”.