A família da menina Lara – aluna trans da Escola Educar Sesc que teve a matrícula do ano letivo de 2018 negada por conta de sua identidade de gênero – vem sofrendo Perseguições nas redes sociais, após repercussão do caso.
Mara Beatriz, mãe de Lara, relatou que tem recebidos vários comentários de ódio e ameaças por meio de redes sociais, principalmente no Facebook, por ter “enfrentado a escola” contra o posicionamento transfóbico com a filha. Ela disse que os amigos da família estão ajudando a registrar os comentários para que ela possa apresentar na denúncia.
“Tem pessoas que vêm no meu Facebook me julgar como mãe, ‘para eu por meu filho no lugar’ e chamando a Lara de ‘aberração'”, armou ela explicando que, mesmo depois de toda a repercussão do caso, a identidade da menina continua sendo desrespeitada.
“Eu acho que essas pessoas esquecem que a Lara é uma criança de 13 anos, ela não é um pedófilo nem nada de ruim que vai fazer mal a alguma menina por usar o mesmo banheiro. É uma criança que está sofrendo porque essas pessoas não aceitam como ela é”, declarou Mara.
Hoje, Mara não tem mais coragem de ler os comentários ofensivos. “A gente não tem mais coragem de ler nenhum comentário. O pai dela chora que nem criança quando vê as maldades que escrevem para a gente. Isso me deixa muito mal”.
A mãe informou que a maioria dos comentários são de apoio à família, principalmente da comunidade LGBT. “Eles pegaram a causa para eles, o caso da Lara não é mais só nosso”