A possibilidade da cultura do forró ser reconhecida como patrimônio imaterial brasileiro foi debatida em audiência pública da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) nesta segunda-feira, 20, em João Pessoa, na Paraíba, durante o Encontro Nacional de Forrozeiros. Na audiência, foram discutidas as formas de preservação dos ritmos tradicionais do forró.
O pedido de realização da audiência foi da presidente da comissão, senadora Fátima Bezerra (PT-RN). Ela argumenta que o forró tem grande importância no desenvolvimento da Região Nordeste, principalmente por contribuir para a realização das festas juninas, com impacto socioeconômico e cultural.
“O forró tem a sua dimensão simbólica, tem a sua dimensão cidadã, tem a sua dimensão econômica extraordinária. O frevo merecidamente conquistou esse título. Por que não o forró?”, questionou Fátima na audiência.
Segundo a senadora, a Comissão tem feito um trabalho junto aos parlamentares, para que contribuam destinando emendas ao Orçamento Geral da União destinada para o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. “É necessário toda uma pesquisa de cunho antropológico, histórico, social, e isso carece de recursos”, argumentou ela.
O deputado federal Luiz Couto (PT) se diz militante pela luta da arte, especialmente pelo forró. O político ressalta que uma emenda de R$ 100 mil foi destinada para pesquisas aprofundadas sobre o tema, para considerar o forró como atividade imaterial no país.
“O nosso São João tem tirado o elemento do forró pé de serra que é o fundamental. A gente vê bandas que não têm nada de forró”, destacou.