
Dia: 5 de outubro, 2017
Os episódios recentes da exposição Queermuseu, fechada no Santander Cultural por pressão pública, e da performance do bailarino Wagner Schwartz na abertura do 35º Panorama da Arte Brasileira do Museu de Arte Moderna (MAM), que provocou protestos na porta da instituição, terminaram por mobilizar diretores de museus e instituições culturais, que se reúnem nesta quinta-feira, 5, no Instituto Tomie Ohtake, para discutir, entre outros assuntos, a possibilidade de criar um manual de procedimento em relação a exposições, não contemplada pela Portaria 368, de fevereiro de 2014, do Ministério da Justiça, que regulamenta o processo de classificação indicativa.
Entre as organizações está o próprio instituto, dirigido por Ricardo Ohtake, que foi secretário Estadual da Cultura entre 1993 e 1994.
Ohtake, que não enfrentou nesse período nenhuma manifestação pública pedindo o fechamento de exposições, considera um retrocesso os episódios do cancelamento da exposição Queermuseu pelo Santander Cultural e os protestos contra a performance do MAM – em que uma criança, acompanhada da mãe, toca a perna do bailarino Wagner Schwartz, performance em que aparece nu, filmada, transmitida fora de contexto pela internet e interpretada pelos manifestantes que foram ao MAM como um incentivo à pedofilia.
“Na época em que fui secretário de Cultura, fazia pouco tempo que tínhamos saído de uma ditadura e existia maior liberdade”, diz Ohtake. Ele defende o direito de expressão dos artistas, mas, como presidente da Associação Nacional de Entidades Culturais (Anec), considerou sensata a convocação de uma reunião para discutir os procedimentos que os museus devem adotar para evitar incidentes como os citados.
O presidente do Ibram, Instituto Brasileiro de Museus, Marcelo Araújo, manifestou sua preocupação diante dos recentes episódios e, como coordenador do comitê gestor do sistema brasileiro de museus, distribuiu uma nota em que o Ibram “repudia qualquer tipo de censura em torno da produção artística, mesmo que trate de temas ainda sensíveis para nossa sociedade, e reforça ser indispensável numa democracia a liberdade de expressão, produção e fruição artística”.
Araújo, que foi diretor do Museu Lasar Segall e da Pinacoteca do Estado, disse ontem ao Estado que acha muito apropriado que os museus discutam essas questões, “visando a definição de procedimentos que os preservem como espaços de reflexão”.
Ricardo Ohtake não vê necessidade de uma classificação etária para as exposições de arte (a Portaria 368 diz que compete à União fazer essa classificação, mas passa ao largo das mostras). Antes, defende a ideia de criar um manual que informe como o museu deve agir com relação ao sistema de garantias dos direitos das crianças e dos adolescentes, tão enfatizado na referida portaria, alertando os pais sobre a existência de conteúdos inadequados a menores numa exposição. “Não estamos falando de censura à arte ou autocensura dos museus”, enfatiza Ohtake.
O diretor do Itaú Cultural, Eduardo Saron, que é vice-presidente da Anec, reforça essa declaração. A primeira notícia sobre a reunião das entidades culturais, veiculada na quarta, 4, pelo jornal O Globo, dizia que elas pretendem criar uma espécie de conselho nos moldes do Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária), que contém todas as regras que devem ser seguidas pelas agências publicitárias. “Não é um Conar que se pretende criar, mas reunir instituições culturais em torno de três objetivos: conhecer o Estatuto do Menor, criar um manual para fazer a autoclassificação das exposições e poder informar corretamente o público sobre o conteúdo das mostras que vai ver”, resume Saron.
Via jornal O Estado de S. Paulo
Convicto de que a violência tem relação direta com a frequência de pessoas em museus, teatros, cinemas e demais locais de manifestações artísticas, o deputado estadual Ferreira Aragão criou o projeto de lei que “DISPÕE SOBRE A PROIBIÇÃO DE MANIFESTAÇÕES ARTÍSTICAS EXIBIDAS EM TEATROS, MUSEUS, CINEMAS E EM PRÉDIOS PÚBLICOS E PARTICULARES NO ÂMBITO DO ESTADO DO CEARÁ QUE VISEM INCENTIVAR A PRÁTICAS CRIMINOSAS”.
A discussão, é claro, não foi bem aceita pela classe artística cearense que tem se manifestado pelas redes sociais, mesmo difícil de acreditar o feito é uma espécie de lei da mordaça, confira o projeto de lei na integra AQUI e tire suas próprias conclusões.
A Prefeitura de Sobral por meio da Secretaria da Cultura, Juventude, Esporte e Lazer – SECJEL e Instituto Escola de Cultura, Comunicação, Ofícios e Artes – ECOA visando proporcionar uma maior interação entre a comunidade local e o acervo que deu origem ao primeiro museu MADI do Brasil, em Sobral, lança o projeto TENDA MADI, que trás um conjunto de ações artístico-pedagógicas que envolvem desde a fruição, à análise e práticas artísticas, por meio de um material educativo, oficinas de apreciação de obras de arte e fazer artístico com o objetivo de democratizar o acesso à cultura e fortalecer as dinâmicas sociais da arte.
O Museu MADI de Sobral foi inaugurado no ano de 2005, estando entre os cincos museus deste gênero existentes em todo o mundo. Cerca de cem obras, pertencentes ao movimento fazem parte do acervo, composto de esculturas, pinturas e desenhos, fruto de doações de mais de 70 membros do grupo MADI de vários países e continentes, selecionados pelo próprio Carmelo Arden Quin, iniciador e líder desse movimento.
A palavra MADI significa Movimento, Abstração, Dimensão e Invenção. Como espaço de memória, o movimento MADI, carrega a importância de ter sido fundido no calor da vanguarda dos anos de 1940, pelo uruguaio Carmelo Arden Quin, considerado um dos 50 artistas mais importantes do nosso tempo, e de consistir na primeira contribuição coerente e influente da América Latina para a história da arte universal. O movimento desconstruiu a forma tradicional da arte geométrica, fazendo-a sair dos ângulos retos.
PROGRAMAÇÃO TENDA MADI (05/10)
– Visita mediada
– Aplicação de jogos educativos
– Brinquedos infláveis
– Atividades Recreativas e Oficina Circense com o Grupo Brinqueducirco
– Distribuição de Brinquedos, com número limitado (por ordem de chegada)
ACESSO GRATUITO
Horário: A partir das 17:00
Local: Margem Esquerda do Rio Acaraú
A Prefeitura de Sobral, por meio da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Econômico (STDE), divulga o edital ‘Afetografia: escrevendo Sobral com a luz’ que irá selecionar fotografias para exposição na I Feira do Livro de Sobral.
O edital consiste na seleção de trabalhos fotográficos que contém as formas de se relacionar com a cidade e sua história. Sendo, de cunho promocional, as fotografias serão expostas nos dias 7, 8 e 9 de novembro, no Centro de Convenções, compondo a programação da I Feira do Livro de Sobral.
Para saber outras informações que estão disponíveis no edital do projeto, clique AQUI.

