Anvisa quer regulamentar cultivo de maconha medicinal ainda este ano

Previsão é que o pontapé inicial para a medida seja realizado até agosto

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estuda dar mais um passo em relação ao uso de derivados da maconha para fins medicinais, após liberar o primeiro medicamento com THC no país. A regulamentação para o cultivo de Cannabis destinada a futuros medicamentos deve ser elaborada até o fim do ano. De acordo com informações da ‘Folha de S. Paulo’, o pontapé oficial para as normas deverá ser liberado pelos diretores da Anvisa até o fim de agosto de 2017.

A Agência já se reuniu como Ministério da Justiça e Polícia Federal, além de ter coletado informações em países como EUA, Canadá, Inglaterra, Holanda e Israel para elaborar a regulamentação.

Segundo a reportagem, o cultivo não seria liberado para a população em geral. A ideia é autorizar o cultivo em laboratórios públicos, empresas e universidades, com o acompanhamento de órgãos de segurança e reguladores.

Após ser perguntada se fazia faxina, professora diz ‘não, faço mestrado’ e caso viraliza na internet

‘A questão é o estigma. Ela só me perguntou se eu fazia faxina por causa da minha pele’, disse Luana Tolentino. O texto já teve mais de 2 mil compartilhamentos no Facebook.

A professora Luana Tolentino respondeu que fazia mestrado ao ser perguntada se fazia faxina.A professora Luana Tolentino respondeu que fazia mestrado ao ser perguntada se fazia faxina. (Foto: Luana Tolentino/Arquivo pessoal)

“A questão é esse olhar da sociedade sobre nós, mulheres negras, como se a gente pudesse ocupar apenas estes espaços. É uma coisa corriqueira”, disse Luana Tolentino, professora de história há nove anos, que foi abordada na rua, em Belo Horizonte, por uma senhora que perguntou se ela fazia faxina.

“Altiva e segura, respondi, ‘não. Faço mestrado. Sou professora’, escreveu Luana em seu perfil no Facebook. O texto já foi compartilhado mais de duas mil vezes na internet.

“Eu penso sempre no quanto isso é sério. No quanto você tem responsabilidade na palavra e no discurso. No quanto a sociedade é excludente, preconceituosa”, falou.

A professora de 33 anos disse que não se sentiu ofendida com a pergunta, já que trabalhou como faxineira para ajudar a mãe a comprar comida e a pagar o primeiro período da faculdade. “A questão não é essa. A questão é o estigma. Ela só me perguntou se eu fazia faxina por causa da minha pele. Eu já escrevo sobre a questão racial, o feminismo, as práticas pedagógicas no meu perfil. Eu decidi contar esta história porque ela não diz respeito apenas a mim, mas diz respeito a nossa sociedade”, contou.

Luana, que faz mestrado na Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), chegou a ser agraciada em 2016 com a Medalha da Inconfidência, dada pelo governador sempre no dia de Tiradentes, 21 de abril. “Quando cheguei lá, me perguntaram se era convidada de alguém. Não imaginavam que eu seria uma das homenageadas”, disse.

Quanto a mulher que a abordou na rua, ela continuou parada no mesmo lugar por alguns momentos, segundo Luana. “Ao mesmo tempo que ela se aproximou ao perguntar sobre a faxina, ela se afastou ao ouvir que eu era professora. Como ela não disse nada depois, eu fui embora. Até me virei e ela ainda estava lá, como se não acreditasse no que tinha acabado de ouvir”.

Via G1.com