A Cannabis sativa foi reconhecida formalmente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como uma planta medicinal.
A Agência incluiu a Cannabis na Lista Completa das Denominações Comuns Brasileiras (DCB), que define os nomes oficiais de fármacos, princípios ativos, plantas medicinais e outras substâncias de interesse médico no País.
A medida foi publicada no Diário Oficial da União na segunda-feira (8) e não modifica as regras atuais para o uso da maconha no Brasil. A erva não está liberada para consumo em qualquer circunstância.
Mas é um novo passo na trajetória para o reconhecimento dos benefícios de sua utilização.
Em 2014, o canabidiol (CBD) ganhou popularidade após demonstrar eficiência em controlar convulsões em casos difíceis de epilepsia. No ano seguinte, a Anvisa reconheceu suas propriedades terapêuticas e o tetrahidrocanabidiol (THC) também foi permitido, após uma decisão do Ministério Público do Distrito Federal.
O reconhecimento da maconha como planta medicinal não é novidade. Em 1929 ela já estava inclusa na primeira edição da Farmacopeia, que lista os vegetais com possibilidade de utilização terapêutica. Mas quando a erva foi proibida no País, quase dez anos depois, ela foi retirada da lista.